Um reino que começa a se esfarelar
“Se um reino se divide contra si mesmo ele não poderá manter-se.”
(Marcos: 3, 24)
Para o dicionário da língua portuguesa REINO é a nação ou Estado governado por “príncipe reinante” que tem “título de rei”. Seria o domínio, lugar ou campo em que alguém ou alguma coisa é “senhor absoluto”.
E vc já viu um “rei” sem “PALÁCIO”!? Aliás, todo “rei” que se preze fixa a sua morada num castelo, num palácio... Seria a expressão de sua autoridade, de sua superioridade ante a plebe que ele “comanda” (ou pensa em comandar). É ou não é!?
Para o mesmo dicionário da língua portuguesa “palácio” seria a residência dos chefes de Estado, de um rei, ou de uma pessoa nobre.
E um reino foi instalado há alguns anos em nossa cidade. Um reino que possui sua sede num “PALÁCIO”, que, sem qualquer vergonha ou cerimônia, ostenta um poder hierárquico que ofende a democracia.
Mas, como tudo que sobe, desce (vcs já ouviram este ditado!?), eis que tal poder instituído já há algum tempo inicia seu processo de ruína...
Enquanto a gestão girava em torno do “rei”, os súditos, silentes, de cabeça baixa e obedientes, acatavam os direcionamentos sem queixa, num ato comprovado de concordância com tudo o que era proposto.
Agora, ante o fato de que a gestão do “rei” está chegando ao seu fim, começamos a testemunhar os rachas que se iniciam dentro do reinado... E os que pularam fora da barca são aqueles que querem o bastão do poder, que simboliza a força do “rei”. Eles estavam ao seu lado e ali ficaram, como fiadores das suas decisões, mas, agora, também querem ser “rei”.
Eis que o reino do qual falamos está a se dividir... e sozinho, por si mesmo e sem qualquer força de oposição. Me faz lembrar daquele ditado que diz que: “O MAL POR SI SE DESTRÓI!”
Vemos pessoas que estavam ao lado do “rei”, tal qual conselheiro, amigo, e hoje, na janta, estão a cuspir no prato que almoçaram.
Esquecem, tais pessoas, que o povo é inteligente e se deixou fazer-se de súdito tão somente até o dia da nova escolha... ali ele se lembrará a farinha que caiu fora era do mesmo saco, que tem a mesma origem, tem o mesmo sabor, pois, vieram da mesma colheita e da mesma torragem.
Sério, de coração, vc acha mesmo que quem saiu de perto do “rei” para, se aproveitando do momento da escolha do seu sucessor, vir a concorrer é mesmo de oposição? Não confundamos oposição com oportunista, ok”?
Uma coisa é certa: até o dia da escolha do novo comando o reinado de que falamos ainda mais se dividirá... e, ao final, sairá esfarelado.
Todos têm o direito de escolha se pensar assim pelos que estavam do lado dele e hoje não estão vemos que não quer que o povo abra os olhos, pois pela cegueira de muitos da qual fiz parte dela ele foi eleito, por esta razão temos o direito de concertamos o erro, não é batendo que conseguiremos chegar La, quanto a oportunismo lhe garanto que não é, posso dizer com toda firmeza que é o resultado de um bom trabalho.
ResponderExcluirGostei do seu comentário. Pena que vc não me entendeu...
ResponderExcluirFalo de um "reino" imposto (e, por isso, injusto) que se encontra dividido em si mesmo, e que se esfacela à cada dia.
Concordo (em parte) com vc quando diz que "temos o direito de concertamos o erro", mas, não plenamente, pois acho que temos o DEVER (e não o direito) de corrigir os nossos erros. É bem diferente...
E é essa a minha missão (atualmente): tentar corrigir os meus erros do passado... e se falar a verdade é "bater" (como vc 'insinua' em seu comentário), então eu estou "batendo"...
Quanto ao uso da palavra "oportunista", que utilizei, diz o dicionário da lingua portuguesa, que: se 'ADJETIVO', significa "agir no interesse próprio" e, se 'SUBSTANTIVO", se refere à "pessoa que age no interesse próprio"... ou seja, onde errei? Se a pessoa a quem me refiro começou a "trabalhar" após o "rompimento", caracterizado está o "oportunismo" (fruto da oportunidade!), ou não!? Agora, se esse "trabalho" teve início antes do "rompimento", não seria uma "TRAIÇÃO" à confiança depositada nele!?