MEU VOTO PARA PRESIDENTE (no segundo turno)
E esse descontentamento ocasionou, e
ainda está a ocasionar, uma revolução na política brasileira,
quando vemos que políticos tradicionais não conseguiram a reeleição
e partidos antes considerados fortes diminuem as suas bancadas,
enquanto que as legendas “nanicas” são elevadas e novos
políticos recebem a confiança do povo.
Isso a ciência política consegue
observar ao promover a análise da atual conjuntura política em
nosso país.
O processo de mudança já teve início
e, como que num efeito dominó, inevitavelmente continuará.
A nova composição da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal está definida, e alguns governos
estaduais também e, em sua esmagadora maioria, refletiu esse
processo de mudança, fruto não somente da insatisfação, mas, da
indignação do eleitor.
Os olhares se voltam agora às
disputas de alguns governos estaduais e, principalmente, ao Governo
Federal que recebe o foco de maior atenção.
Desde antes das eleições recebi e
acolhi com carinho a interpelação de muitos amigos, clientes e
alunos sobre a minha posição nestas eleições; queriam saber em
quem eu votaria. Para muitos, e hoje são minhas testemunhas, “cantei
a pedra” quando fiz o prognóstico que hoje se vê definido para o
segundo turno na disputa da presidência – e a experiência em
eleições me autorizou a fazê-lo.
É claro que quando sofri essas
indagações me senti não somente honrado com tal preocupação,
mas, ainda, me senti responsável pela resposta, posto que acredito
que possa ajudar a formar opiniões.
E hoje, não diferente do que ocorrera
mesmo antes do primeiro turno das eleições, novas indagações me
vieram sobre o meu posicionamento na disputa presidencial.
É certo que hoje vemos uma
polarização nessa disputa: de um lado um representante ilustre da
direita tradicionalista e conservadora, que traz consigo a memória
jamais esquecida e traumatizante de uma abominável ditadura narrada
por nossos pais e de todo o doloroso processo de construção da
democracia brasileira, enquanto que, de outro, o auge desse pseudo
avanço democrático, onde a liberdade se confundiu com a
libertinagem e tivemos que ser a geração que amargou o dissabor de
vivenciar os maiores escândalos de corrupção que este país já
presenciou, com políticos expulsos e condenados a prisão.
Somos a geração que teme a volta do
terror de uma ditadura, mas, que abomina a corrupção e suas
mazelas…
Lembrei-me agora
das frases: “e
agora José!? Para onde?”
Afinal, “se
correr o bicho pega, se ficar o bicho come!”
Essa minha postagem não tem a menor
intenção de convencer ninguém a “mudar” de voto. Tenho apenas
a intenção de justificar o meu! Respeito a sua opinião e só
espero que respeite a minha.
Se de um lado eu tenho como opção o
pseudo retorno de um regime ditatorial, preconceituoso e moralista,
no outro lado do diapasão tenho a certeza da volta de um governo que
mascara a libertinagem com a falsa liberdade, um governo de um
partido com envolvimento reconhecidamente formatado por corruptos.
Entre a certeza do retorno
institucionalizado de uma turma comandada por um presidiário e o
medo de um governo autoritário, prefiro o risco da segunda opção.
Ditadura? Não acredito que venha a
acontecer… acho que há muito mais um terrorismo propagado pela
esquerda desesperada para voltar ao governo do que o efetivo risco de
um governo ditatorial da direita bolsonariana.
Acredito que o Brasil e o mundo de
hoje não é mais o da década de 1960 onde se testemunhavam regimes
ditatoriais por aqui e noutros países. Os brasileiros que votam em
Bolsonaro não querem a ditadura, querem a mudança (e o PT é
retrocesso, é a volta da corrupção)! E, se por um absurdo, algum
regime ditatorial viesse a ser imposto pelo candidato Bolsonaro,
esses mesmos eleitores que votaram no radicalismo da direita se
somariam aos que seguem os direcionamentos do presidiário e seriam
milhões nas ruas do nosso país… e uma guerra civil estaria
decretada!
Ademais, o mundo não aceita mais a
instauração de regimes ditatoriais! Quase diariamente vemos nos
telejornais notícias de embargos comerciais e outras medidas de
retaliação aos governos de regimes ditatoriais. Nós, os
brasileiros não queremos a volta da ditadura! E de igual sorte, não
queremos a volta de um governo tomado pelo câncer da corrupção.
Jamais me deixei
“emprenhar” pelas fake
news
que assolam as redes sociais. Visitei, quase diariamente, o sítio
boatos.org
para verificar a veracidade das postagens. E a cada pedra jogada,
mais buscava conhecer a verdade dos fatos e, em muitos momentos pude
ver que o texto havia sido cortado de um contexto e levianamente
postado aparentando uma colocação que não condizia coma verdade
real… e assim pude exercitar a minha livre convicção e perceber
quem mentia. E agora me lembro do meu maior professor, meu pai, que
dizia: “quem
é capaz do pouco, é capaz do muito!”
Votei no LULA em suas duas passagens
por Brasília. Mas não votei na Dilma para presidente! E porque?
Porque sabia que ela não teria a capacidade de dar continuidade ao
projeto implementado pelo cabeça do PT, como de fato não deu!
Um dos
candidatos eu já conhecia negativamente através dos noticiários
(não por fake
news,
mas, por acompanhar as notícias nos telejornais)… mesmos sendo
prefeito se São Paulo não conseguiu a reeleição! O povo de São
Paulo o rejeitou (e isso testemunhei pessoalmente quando por lá
estive agora em setembro) - persona
no grata
para muitos eleitores de São Paulo. Se foi, na ótica dos moradores
de São Paulo, rechaçado para mais outro período de gestão, quem
sou eu para dizer que ele estaria apto para governar o Brasil?
Dilma não teve a capacidade de dar
continuidade ao projeto implementado pelo LULA e que já vinha
rolando… da mesma forma não acredito que o atual candidato do PT
tenha a capacidade de desfazer o que a Dilma fez de ruim e que veio a
ser agravado pelo vice (TEMER) escolhido pelo chefão do PT (LULA)….
É meu(minha) amigo(a), o TEMER foi escolhido pelo LULA e se ele
(TEMER) não é um bom presidente a culpa é do PT… ou a culpa
seria sua? Minha com certeza não é posto que, como já disse, não
votei no PT em 2014.
E, para conhecer
o outro candidato, que contou com pouquíssimo tempo na TV no
primeiro turno e nada pode falar de si mesmo para ninguém (até
porque ficou internado por dias em razão do atentado sofrido),
acessei o seu sítio na internet
(https://www.bolsonaro.com.br/bolsonaroeaverdade).
Preferi saber a verdade dita por ele do que se deixar levar pelas
fake
news que
contaminam as mentes através das redes sociais.
E nesse estudo que fiz em busca de
conhecer a verdade real, vi que muito da mídia negativa imposta a
ele era fantasiosa… aí entendi porque o chamam de mito! Muito
embora para mim ele não seja mito algum, nem “salvador da pátria”,
nem exemplo de moralidade ou de qualquer virtude que o eleve acima
dos outros.
Tenho que optar,
preciso escolher e quero votar! Nesse primeiro turno votei no CIRO
GOMES e votaria novamente se ele estivesse lá, mas ele não está...
sinceramente, TALVEZ
EU VOTASSE EM VOCÊ QUE LÊ AGORA COM CARINHO E ATENÇÃO ESSA MINHA
POSTAGEM, MAS, VOCÊ TAMBÉM NÃO ESTÁ LÁ
e entre as opções que tenho não sei se estou escolhendo o melhor,
mas, para mim, estou escolhendo o menor ruim...
No segundo
turno VOTO EM BOLSONARO!
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