MEU VOTO PARA PRESIDENTE (no segundo turno)



O descontentamento é o primeiro passo na evolução
de um homem ou de uma nação.(Oscar Wilde)
E esse descontentamento ocasionou, e ainda está a ocasionar, uma revolução na política brasileira, quando vemos que políticos tradicionais não conseguiram a reeleição e partidos antes considerados fortes diminuem as suas bancadas, enquanto que as legendas “nanicas” são elevadas e novos políticos recebem a confiança do povo.
Isso a ciência política consegue observar ao promover a análise da atual conjuntura política em nosso país.
O processo de mudança já teve início e, como que num efeito dominó, inevitavelmente continuará.
A nova composição da Câmara dos Deputados e do Senado Federal está definida, e alguns governos estaduais também e, em sua esmagadora maioria, refletiu esse processo de mudança, fruto não somente da insatisfação, mas, da indignação do eleitor.
Os olhares se voltam agora às disputas de alguns governos estaduais e, principalmente, ao Governo Federal que recebe o foco de maior atenção.
Desde antes das eleições recebi e acolhi com carinho a interpelação de muitos amigos, clientes e alunos sobre a minha posição nestas eleições; queriam saber em quem eu votaria. Para muitos, e hoje são minhas testemunhas, “cantei a pedra” quando fiz o prognóstico que hoje se vê definido para o segundo turno na disputa da presidência – e a experiência em eleições me autorizou a fazê-lo.
É claro que quando sofri essas indagações me senti não somente honrado com tal preocupação, mas, ainda, me senti responsável pela resposta, posto que acredito que possa ajudar a formar opiniões.
E hoje, não diferente do que ocorrera mesmo antes do primeiro turno das eleições, novas indagações me vieram sobre o meu posicionamento na disputa presidencial.
É certo que hoje vemos uma polarização nessa disputa: de um lado um representante ilustre da direita tradicionalista e conservadora, que traz consigo a memória jamais esquecida e traumatizante de uma abominável ditadura narrada por nossos pais e de todo o doloroso processo de construção da democracia brasileira, enquanto que, de outro, o auge desse pseudo avanço democrático, onde a liberdade se confundiu com a libertinagem e tivemos que ser a geração que amargou o dissabor de vivenciar os maiores escândalos de corrupção que este país já presenciou, com políticos expulsos e condenados a prisão.
Somos a geração que teme a volta do terror de uma ditadura, mas, que abomina a corrupção e suas mazelas…
Lembrei-me agora das frases: “e agora José!? Para onde?” Afinal, “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!
Essa minha postagem não tem a menor intenção de convencer ninguém a “mudar” de voto. Tenho apenas a intenção de justificar o meu! Respeito a sua opinião e só espero que respeite a minha.
Se de um lado eu tenho como opção o pseudo retorno de um regime ditatorial, preconceituoso e moralista, no outro lado do diapasão tenho a certeza da volta de um governo que mascara a libertinagem com a falsa liberdade, um governo de um partido com envolvimento reconhecidamente formatado por corruptos.
Entre a certeza do retorno institucionalizado de uma turma comandada por um presidiário e o medo de um governo autoritário, prefiro o risco da segunda opção.
Ditadura? Não acredito que venha a acontecer… acho que há muito mais um terrorismo propagado pela esquerda desesperada para voltar ao governo do que o efetivo risco de um governo ditatorial da direita bolsonariana.
Acredito que o Brasil e o mundo de hoje não é mais o da década de 1960 onde se testemunhavam regimes ditatoriais por aqui e noutros países. Os brasileiros que votam em Bolsonaro não querem a ditadura, querem a mudança (e o PT é retrocesso, é a volta da corrupção)! E, se por um absurdo, algum regime ditatorial viesse a ser imposto pelo candidato Bolsonaro, esses mesmos eleitores que votaram no radicalismo da direita se somariam aos que seguem os direcionamentos do presidiário e seriam milhões nas ruas do nosso país… e uma guerra civil estaria decretada!
Ademais, o mundo não aceita mais a instauração de regimes ditatoriais! Quase diariamente vemos nos telejornais notícias de embargos comerciais e outras medidas de retaliação aos governos de regimes ditatoriais. Nós, os brasileiros não queremos a volta da ditadura! E de igual sorte, não queremos a volta de um governo tomado pelo câncer da corrupção.
Jamais me deixei “emprenhar” pelas fake news que assolam as redes sociais. Visitei, quase diariamente, o sítio boatos.org para verificar a veracidade das postagens. E a cada pedra jogada, mais buscava conhecer a verdade dos fatos e, em muitos momentos pude ver que o texto havia sido cortado de um contexto e levianamente postado aparentando uma colocação que não condizia coma verdade real… e assim pude exercitar a minha livre convicção e perceber quem mentia. E agora me lembro do meu maior professor, meu pai, que dizia: “quem é capaz do pouco, é capaz do muito!”
Votei no LULA em suas duas passagens por Brasília. Mas não votei na Dilma para presidente! E porque? Porque sabia que ela não teria a capacidade de dar continuidade ao projeto implementado pelo cabeça do PT, como de fato não deu!
Um dos candidatos eu já conhecia negativamente através dos noticiários (não por fake news, mas, por acompanhar as notícias nos telejornais)… mesmos sendo prefeito se São Paulo não conseguiu a reeleição! O povo de São Paulo o rejeitou (e isso testemunhei pessoalmente quando por lá estive agora em setembro) - persona no grata para muitos eleitores de São Paulo. Se foi, na ótica dos moradores de São Paulo, rechaçado para mais outro período de gestão, quem sou eu para dizer que ele estaria apto para governar o Brasil?
Dilma não teve a capacidade de dar continuidade ao projeto implementado pelo LULA e que já vinha rolando… da mesma forma não acredito que o atual candidato do PT tenha a capacidade de desfazer o que a Dilma fez de ruim e que veio a ser agravado pelo vice (TEMER) escolhido pelo chefão do PT (LULA)…. É meu(minha) amigo(a), o TEMER foi escolhido pelo LULA e se ele (TEMER) não é um bom presidente a culpa é do PT… ou a culpa seria sua? Minha com certeza não é posto que, como já disse, não votei no PT em 2014.
E, para conhecer o outro candidato, que contou com pouquíssimo tempo na TV no primeiro turno e nada pode falar de si mesmo para ninguém (até porque ficou internado por dias em razão do atentado sofrido), acessei o seu sítio na internet (https://www.bolsonaro.com.br/bolsonaroeaverdade). Preferi saber a verdade dita por ele do que se deixar levar pelas fake news que contaminam as mentes através das redes sociais.
E nesse estudo que fiz em busca de conhecer a verdade real, vi que muito da mídia negativa imposta a ele era fantasiosa… aí entendi porque o chamam de mito! Muito embora para mim ele não seja mito algum, nem “salvador da pátria”, nem exemplo de moralidade ou de qualquer virtude que o eleve acima dos outros.
Tenho que optar, preciso escolher e quero votar! Nesse primeiro turno votei no CIRO GOMES e votaria novamente se ele estivesse lá, mas ele não está... sinceramente, TALVEZ EU VOTASSE EM VOCÊ QUE LÊ AGORA COM CARINHO E ATENÇÃO ESSA MINHA POSTAGEM, MAS, VOCÊ TAMBÉM NÃO ESTÁ LÁ e entre as opções que tenho não sei se estou escolhendo o melhor, mas, para mim, estou escolhendo o menor ruim...
No segundo turno VOTO EM BOLSONARO!

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